
Não é à toa que eu sempre ouvi falar de Coimbra como sendo “o penico do céu”.

Não é à toa que eu sempre ouvi falar de Coimbra como sendo “o penico do céu”.
Por enquanto, estas graduações Bolonhesas não são nada dignificantes.

A impiedosa má vontade que reina nos exames de semestre é uma das principais razões, quanto a mim, pelas quais o Ensino Superior está tão descredibilizado.
O sistema de avaliação imposto na maioria das faculdades ignora tudo aquilo que se sabe hoje sobre metodologia de ensino.
Os alunos nunca conhecem os critérios de correcção. Não há avaliações preparatórias que ajudem os alunos a seleccionar e assimilar o que é realmente importante. E grande parte das vezes nem sequer têm acesso aos seus exames depois de corrigidos.
Houve mesmo um professor que fez chantagem com um colega meu… e como também eu tenho medo ainda estou a pensar se escreva isso aqui… Não vá o tipo ler e chatear-se… Mas quando penso na quantidade de professores a fazer chantagem com os alunos… Se calhar ainda arranjava problemas a muita gente!

Aproveito para relembrar que nas últimas eleições os votos em branco conquistaram o 2º lugar… e que o “eleito” parece estar à altura da “melhor” tradição coimbrã; embora isto, na verdade, seja subjectivo.
É engraçado observar esta “brincadeira de meninos”, este “jogo prematuro de influências” e o protagonismo que alguns vão tentando conquistar.
No fundo, é mais um treino para a vida adulta.
Epá, sinto-me sempre um bocado estúpido nesta altura…
Diz que é uma espécie de silly season da vida lá fora…

As mais incríveis histórias de canalhice dos Professores que eu já ouvi vêm desta faculdade.
Isto, para não falar das 500.000 vagas que o curso de Direito ainda tem todos os anos…
Para quem não sabe, é onde “mora” a Casa Municipal da Cultura e o IPJ.
E o que esta rua tem de estúpido é aquele precipício à beira do passeio junto ao IPJ.
Mais uma das armadilha da nossa cidade!

Como disse uma vez um professor meu: “Talvez o segundo melhor hospital de Coimbra e quem sabe o pior da Europa.”
Os milagres que por lá se operam todos os dias não chegam para compensar os disparates que acontecem às centenas.
Não sei se foram os proprietários dos terrenos que “comeram” os passeios, se tudo foi mal projectado desde o início, mas a verdade é que circular a pé em certas ruas é uma autêntica aventura.
Isto, somado à fraca visibilidade típica das curvas muito fechadas e associado à velocidade base dos automobilistas de Coimbra, torna tudo mais excitante!
São altas, pá!
O que vai, obviamente, contra os regulamentos…
Funciona assim: transformam algo que trabalha perfeitamente (?) em algo que é demasiado caro para um artigo em segunda mão (nalguns casos, mesmo que estivesse dentro da caixa e selado), sendo que o dono original recebeu menos de metade do valor do artigo.
Cash Converters o tanas!
Os melhores empregos ainda são do Estado.
Agora até nos parques de estacionamento pagos temos que gramar com estes tipos!
(…)
- E pronto, foi assim que acabou a minha festa de anos… Mandei-me contra a Caixa Geral de Depósitos na Rua do Brazil. O carro foi parar à sucata. Ainda apareceu uma senhora a perguntar se eu precisava de ajuda, mas eu já tinha ligado ao meu pai.
- Tiveste sorte. Se tivesse aparecido a polícia podias ter ficado sem carta de condução. Já viste, ainda ficavas uns meses sem poder conduzir… E mandaste um carro para a sucata sem te acontecer nada…
- Pois, mandei o carro para a sucata mas já tenho outro.
- A sério?! És o maior, pá! És o maior!
E se todas as profissões funcionassem à velocidade dos administrativos?
O sítio com a cerveja mais barata ainda é o posto da GNR.

As festas académicas deviam ser uma das coisas que Coimbra tem para oferecer aos estudantes estrangeiros, não a única.
A desorganização típica, elevada ao expoente do intercâmbio, não é nada prestigiante.
Party on, sister!
Semáforos para peões em que o “sinal verde” está dependente da boa vontade dos condutores?
Só podem estar a gozar completamente, pá!

(Inserir aqui comentário jocoso de carácter pessoal.)